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As ondas resultam da ação do vento sobre a camada superficial da água do mar. Quando o vento começa a soprar (movimentação do ar), ocorre uma colisão entre as moléculas, iniciando-se um processo de transferência de energia entre o ar e o mar, originando-se pequenas deformações, que aumentam se o vento continuar a soprar, dando origem às ondas. Quanto maior a força do vento, duração e distância até onde se faz sentir o vento que as está a gerar, maior será a altura das ondas. Se a distância for maior, mais tempo as ondas continuam a ser alimentadas, isto é, a receber energia do vento, logo mais se desenvolvem em altura.

As chamas apresentam cor diferente de acordo com a sua temperatura, observando-se geralmente, em cada parte da chama cores diferentes. As chamas de cor azul são as mais quentes e as amarelas correspondem a temperaturas mais baixas.

As lágrimas são um fluido biológico composto por sais minerais, o principal é o cloreto de sódio, a mesma substância do sal de cozinha, é devido à presença desses sais que as lágrimas são salgadas. No entanto, as lágrimas ainda apresentam na sua constituição, água, proteínas e gorduras, sendo responsáveis por lubrificar, nutrir e proteger a superfície ocular.

O contacto prolongado das mãos ou dos pés com água provoca um enrugamento da pele, este facto está relacionado com o sistema nervoso, uma vez que, quando expostos à água, os nervos começam a enviar sinais para que o sistema nervoso provoque uma resposta, que origina a pele enrugada. Este enrugamento permite que exista uma melhor aderência às superfícies, evitando deslizamentos. Alguns estudos realizados demonstraram que, esta reação não se trata de uma resposta involuntária, mas sim de uma função ligada a questões evolutivas, podendo estar relacionada com necessidades dos nossos antepassados.

O apêndice faz parte do nosso sistema digestivo e está localizado logo no início do intestino grosso. É uma estrutura tubular fechada que mede cerca de 5 a 10 cm de comprimento e 0,5 a 1 cm de largura. O apêndice foi considerado durante muito tempo como uma estrutura vestigial, que não apresentava qualquer função, no entanto hoje conhecem-se duas funções. Sabe-se que a parede do apêndice contém tecido linfático e participa na produção de anticorpos, importantes na defesa do organismo, e para além disso é responsável pelo crescimento populacional de bactérias benéficas para o nosso organismo, ou seja, após um ataque severo no intestino grosso, é através do apêndice que surgem as reservas de bactérias benéficas, capazes de reestabelecer o bom funcionamento do corpo.

O eixo de rotação da Terra tem uma inclinação de aproximadamente 23 graus. Por isso, cada um dos hemisférios passa metade do ano mais exposto ao Sol do que o outro, produzindo padrões de clima regulares. Assim, existe uma região ao longo da órbita da Terra em que o Pólo Norte não está iluminado pela luz do Sol e o Pólo Sul recebe luz. Nessas alturas é Inverno no hemisfério Norte e Verão no hemisfério Sul. Quando o Pólo Norte fica mais inclinado na direção do Sol começa o Verão no hemisfério Norte.

O fenómeno designado vulgarmente de “estrelas cadentes” é provocado por meteoros, partículas que produzem traços luminosos na atmosfera. Os meteoros são fenómenos luminosos resultantes da entrada na atmosfera da Terra de um corpo sólido proveniente do espaço. O corpo aquece, ioniza a atmosfera e deixa um rasto de luz.

O crescimento da unha resulta da atividade das células vivas da raiz, que se dividem constantemente e empurram a unha para a frente. À medida que as células mais antigas se movem na direção da extremidade do dedo, enchem-se de queratina dura (proteína rica em enxofre que torna a unha resistente, elástica e impermeável) e morrem. Assim, quando cortamos as unhas, não sentimos qualquer dor, porque a porção da unha cortada está morta.

O crescimento acontece devido à cartilagem de crescimento, uma pequena cartilagem que se localiza no final dos ossos longos (ex. braços e pernas), que é substituída por osso à medida que crescemos. Quando esta cartilagem desaparece, ou seja quando sofre ossificação, paramos de crescer, isso acontece no final da adolescência (17-19 anos). Entretanto, pode haver variação na idade final de crescimento, em função do início, precoce ou tardio, da puberdade.

As plantas são seres autotróficos, ou seja produzem o seu próprio alimento, através de um processo denominado de fotossíntese. Durante esse processo, a planta absorve a luz solar e utiliza essa energia para produzir o alimento. O pigmento responsável pela absorção da luz é a clorofila, pigmento de cor verde, responsável pela cor das plantas. Esta substância é capaz de absorver os comprimentos de onda azul, violeta e vermelho, refletindo a luz verde, dando à planta essa coloração.

A Lua possui sempre um dos lados iluminado pelo Sol, e outro lado escuro. A fase em que a Lua se encontra em determinado momento depende da posição da Lua em relação à Terra. Quando está na fase de Lua Nova, o nosso satélite tem a sua parte escura (a que está de noite) voltada para a Terra. Como tal não nos é possível ver a Lua. Quando acontece a fase de Lua Nova, esta está no nosso céu muito próxima do Sol. À medida que se vai deslocando, uma parte cada vez maior da região da Lua iluminada pelo Sol vai ficando voltada para a Terra. Aí podemos observar que a Lua parece “crescer”. Cerca de 7,5 dias depois da fase de Lua Nova, chega a fase de Quarto Crescente. Nesta fase observamos metade da Lua iluminada. Cerca de 7,5 dias depois chegamos à fase de Lua Cheia. Nesta fase o lado iluminado pelo Sol está totalmente voltado para a Terra, e assim a Lua parece-nos “cheia”. A partir daí a parte iluminada pelo Sol começa a diminuir (do ponto de vista do observador na Terra), e passados cerca de 7,5 dias chegamos à fase de Quarto Minguante, onde podemos observar metade da Lua iluminada, o lado iluminado é o oposto do lado iluminado quando estamos no Quarto Crescente. Passados cerca de 7,5 dias chegamos à fase de Lua Nova, completando assim um ciclo lunar ou lunação, ou ainda um mês sinódico.

Vista da Terra, a Lua apresenta quatro fases diferentes e exibe sempre a mesma face, situação designada como acoplamento de maré. Este facto gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que fica iluminado quando estamos na fase de Lua nova. O período de rotação da Lua é igual ao período de translação. Isto quer dizer que o tempo que a Lua demora a dar uma volta sobre si mesma é igual ao tempo que dura uma volta completa ao planeta Terra. É por esta razão que a Lua apresenta sempre a mesma face voltada para a terra.

A Lua é o único satélite natural da Terra, devido ao seu tamanho e composição, a Lua é classificada como um planeta secundário. Por ser um planeta não possui luz própria, no entanto a Lua capta a luz do Sol e reflete-a para a Terra, ocorrendo um fenómeno que observamos facilmente, a que chamamos luar. A parte da Lua que não se consegue ver (quando esta se encontra em quarto minguante ou em quarto crescente) ou a sua totalidade (Lua nova) corresponde à sombra da Terra no solo lunar.

A cor da íris desenvolve-se nos primeiros meses após o nascimento, sendo a quantidade de melanina a responsável por determinar a cor dos olhos. Quanto menor for a quantidade de melanina, mais claros são os olhos. No entanto, algumas vezes a concentração e a distribuição da melanina não é uniforme, levando a um fenómeno conhecido como heterocromia, originando um olho de cor diferente. Para além disso, existem diferentes tipos de heterocromia: a central, em que os olhos apresentam várias cores (como um centro de uma cor e o fim da íris de outra cor), a sectorial (que apresenta apenas um sitio com cor diferente) e a completa, que ocorre quando a íris toda é de uma cor diferente da outra. A cor dos olhos de cada indivíduo é influenciada pelo seu historial familiar, em termos genéticos.

A visão noturna é a capacidade que os seres possuem de visualizar contornos iluminados com pouca intensidade de luz. Todos os animais têm uma região chamada retina cuja principal função é transformar a luz em impulsos elétricos, que vão para o cérebro e produzem a visão. Quem faz essa transformação são estruturas da retina conhecidas como fotorreceptores. Alguns animais, porém, têm atrás da retina, uma área denominada de tapetum lucidum (tapete lúcido), constituído por substâncias com propriedades refletoras. O tapetum lucidum reflete a luz de volta para a camada fotorreceptora, aumentando a quantidade de luz que pode ser captada pela retina. Esta área, para além de aumentar exponencialmente a capacidade visual noturna, também reduz a acuidade visual em condições de intensa luminosidade, sendo responsável pelo brilho presente nos olhos dos cães e gatos.

A parte exterior do dente está coberta por uma camada dura de esmalte, cuja função é proteger os dentes de qualquer agressão externa. A cárie forma-se quando ocorre a desmineralização do esmalte. Este processo é provocado pela ação de bactérias que vivem na boca de cada pessoa e que, na presença de hidratos de carbono (glicose e sacarose) produzem ácidos, com capacidade para destruir parcial ou completamente o esmalte. Quando esta camada é destruída progressivamente, deixa de proteger a dentição e permite que as bactérias ataquem os dentes. As cáries são produzidas quando a desmineralização atravessa o esmalte e chega à cavidade interior do dente, quando o nervo é atingido ocorre a dor de dentes.

O processo de formação do ovo é lento e demora em média 25 horas, dividindo-se em duas fases. A primeira fase apresenta uma duração de 4 horas, esta fase corresponde à formação de todos os componentes internos do ovo. A segunda fase é a mais longa, demorando aproximadamente 21 horas, nesta fase ocorre a deposição de cálcio para a formação da casca. O ovo inicia a sua formação no ovário e desenvolve-se à medida que passa pelos compartimentos do oviduto, órgão que forma o aparelho reprodutor das aves. É no útero que o ovo permanece mais tempo, onde ocorre a formação da casca. Inicialmente ocorre a formação de uma matriz orgânica, pela secreção de uma massa viscosa e turva, produzida pela mucosa do útero. Essa massa solidifica e em seguida ocorre a deposição de iões de cálcio, formando-se a casca.

Os peixes ósseos possuem um órgão que ajuda a controlar a sua flutuabilidade, denominado de bexiga natatória, que funciona como órgão hidrostático, que permite ao peixe flutuar em qualquer profundidade, sem precisar nadar e gastar energia. Através da contração ou expansão deste órgão, o peixe consegue controlar o nível de profundidade onde se encontra, deslocando-se para a superfície ou mantendo-se nas profundezas, controlando, desta forma, a sua localização. Os tubarões não possuem esse órgão, no entanto a sua falta é compensada através de outras adaptações, tais como: natação contínua e fígado grande com elevada quantidade de óleos (resultantes do metabolismo do fígado), a maior ou menor concentração de óleos presentes no fígado permite que o tubarão flutue mais ou menos.

Alguns invertebrados possuem células que não são diferenciadas, não pertencem a um tecido específico. Assim, quando, por algum motivo, perdem um membro do corpo, essas células têm a capacidade de se diferenciar para formar novos tecidos, regenerando assim o membro perdido. Alguns exemplos de organismos com esta capacidade: as planárias, estrelas-do-mar e ainda alguns insetos como, baratas, grilos, borboletas e os besouros, possuem a capacidade de regenerar membros inteiros a partir de células indiferenciadas, que ficam próximas do local da perda. No entanto, os insetos só são capazes de regenerar membros nos estágios imaturos, não ocorrendo regeneração após o inseto atingir a fase adulta.

O camaleão possui células chamadas cromatóforos que possuem pigmentos de diferentes cores, estas células podem contrair-se ou dilatar-se, conforme as reações nervosas do animal, e provocar uma repartição desigual dos pigmentos, o que implica as modificações de cor. Os cromatóforos, presentes na camada superior da pele dos camaleões, contêm pigmentos amarelos (xantóforos) e vermelhos (eritróforos). Logo abaixo estão os iridóforos (ou guanóforos), que contêm uma substância cristalina e incolor (a guanina), que reflete a parte azul da luz incidente. Existe ainda uma outra camada de pigmento escuro (melanina), contendo melanóforos, que influenciam o brilho e a claridade da luz refletida. Assim, a existência de diferentes pigmentos, influenciam a cor da luz que é refletida. Se no ambiente predomina a cor verde, dilatam-se as células contendo pigmento esverdeado, enquanto as outras se contraem. O mecanismo de mudança de cor do camaleão é chamado mimetismo e serve para manter os seus predadores à distância.

A cor da pele é determinada pela quantidade de melanina, um pigmento biológico, produzido na epiderme. A melanina é sintetizada pelos melanócitos, mais precisamente dentro de umas bolsas denominadas de melanossomas. Os melanócitos são células situadas na camada basal da pele, entre a epiderme e a derme. A produção da melanina, pelos melanócitos, é provocada pela oxidação progressiva do aminoácido tirosina. Nos melanossomas, as enzimas, através de uma série de reações químicas convertem a tirosina nos dois tipos de melanina que os seres humanos apresentam: a eumelanina (que é acastanhada ou preta) e a feomelanina (que é vermelha ou amarela). A quantidade produzida e a mistura de pigmentos determinam a cor da pele, dos olhos e dos cabelos. Quando os melanócitos, nos folículos pilosos, não produzem melanina suficiente, a cor dos cabelos pode variar (brancos, loiros ou castanhos). No entanto, a cor da pele não depende apenas dos pigmentos da melanina, também é influenciada pelo caroteno, que se localiza no tecido adiposo subcutâneo, e apresenta uma cor alaranjada, e pelos vasos sanguíneos, que quanto mais ligeiros e dilatados forem, mais escura é a pele.

A cartilagem tiroide, é a maior das cartilagens da laringe, forma a porção anterior da caixa da voz, e a sua função é proteger as cordas vocais contra eventuais acidentes. Todas as pessoas possuem essa cartilagem, no entanto, nos homens, essa projeção é mais evidente por possuir um ângulo mais agudo. Esse crescimento agudo é determinado por hormonas masculinas, principalmente a testosterona. Essas hormonas encontram-se, em geral, em grandes quantidades no organismo dos indivíduos do sexo masculino, principalmente na fase da puberdade. Essa formação mais aguda permite, que os indivíduos do sexo masculino, possuam pregas vocais mais longas, o que origina um tom de voz mais grave.

Quando a luz passa através de um prisma, o seu espetro é dividido em sete cores monocromáticas, originando um arco-íris de cores. A atmosfera desempenha o papel do prisma, atuando onde os raios solares colidem com as moléculas de ar, água e poeira e são responsáveis pela dispersão do comprimento de onda da luz azul. Devido ao seu pequeno tamanho e estrutura, as minúsculas moléculas da atmosfera difundem melhor as ondas com pequenos comprimentos de onda. Assim, quando a luz do Sol entra na atmosfera terrestre e colide com átomos de oxigénio e de azoto, a luz com maior comprimento de onda (luz vermelha) passa sem ser afetada, e a luz com menor comprimento de onda (luz azul) colide e dispersa-se por todo o céu. Este fenómeno é denominado por dispersão de Rayleigh (Físico Inglês do século XIX). Os comprimentos de onda da luz azul (~450 nm) dispersam-se 4 vezes mais que os comprimentos de onda da luz vermelha (~650 nm).

O cérebro é o principal órgão e o centro do sistema nervoso em todos os animais vertebrados e em muitos invertebrados. No entanto, alguns animais primitivos como os celenterados (exemplo: pólipos e as medusas) e equinodermes, como a estrela-do-mar, possuem um sistema nervoso descentralizado sem cérebro. A maioria dos seres vivos, mesmo não possuindo cérebro, possui um sistema nervoso, em algumas situações bastante simples. Como exemplo temos a anémona-do-mar, que possui, um sistema nervoso constituído por uma pequena rede de células nervosas. Os Poríferos (esponjas do mar) não apresentam sistema nervoso.

As doenças genéticas são patologias que afetam o material genético, consequência de anomalias na estrutura genética do indivíduo, ao nível dos cromossomas ou dos genes. Assim, qualquer doença não infecciosa e não contagiosa, que afeta o material genético, em maior ou menor escala, é denominada por doença genética. Alguns exemplos de patologias que podem ter origem genética são: o cancro, a diabetes, a obesidade e a hemofilia.

A gravidade existe dentro dos líquidos, sólidos e em todos os lugares do campo gravítico. A força responsável pela flutuabilidade dos objetos tem o nome de impulsão. A impulsão pode ser descrita como uma força vertical com sentido de baixo para cima exercida em todos os objetos submersos total ou parcialmente num fluido. É esta força vertical que é responsável pela sensação de leveza que sentimos quando estamos dentro de água e que permite que os barcos flutuem. Quanto maior for o peso maior será a força.

As estrelas são essencialmente constituídas por gás, hidrogénio e hélio. São astros com luz própria, que resulta de reações nucleares de hidrogénio. A cor de uma estrela é indicativa da sua temperatura e, equivalentemente, da sua massa. As estrelas mais quentes (e de maior massa) são as mais azuladas, as mais frias (e de menor massa) apresentam-se mais avermelhadas, sendo a cor amarela um caso intermédio (como o Sol). O sol é a estrela mais próxima da Terra e é a fonte da maior parte da energia do planeta.

O soluço resulta de um estímulo involuntário de músculos relacionados com a respiração, principalmente o diafragma, prosseguido de movimento de distensão e de relaxamento, levando a uma inspiração rápida e curta, não sincronizada com o ciclo respiratório. É inofensivo e a maioria desaparece espontaneamente em alguns minutos Existem várias causas que podem ativar este reflexo, sendo que as mais frequentes são a distensão do estômago (após uma refeição abundante, ou ingestão demasiado rápida de alimentos), distensão gástrica pela ingestão de bebidas com gás ou de bebidas alcoólicas e fatores emocionais (como a ansiedade ou o medo).

A dor é um mecanismo de proteção ativado diante da possibilidade de ocorrência, ou após, o aparecimento de lesões. Este mecanismo faz com que o indivíduo reaja, provocando uma resposta motora, minimizando assim o prejuízo físico evitando lesões mais graves. Os recetores da dor são terminações nervosas livres suscetíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos. São estas terminações nervosas que transportam para o cérebro a dor quando nos cortamos, queimamos ou batemos em alguma coisa, e também são estas terminações que nos fazem sentir diversos tipos de textura, fina, grossa, áspera ou macia. Os nervos são como informadores que indicam que alguma coisa toca na nossa pele.

Um ser humano possui, em cada célula, 23 pares de cromossomas: 22 pares de autossomas mais um par de cromossomas sexuais. O 23º par, conhecidos como cromossomas sexuais (ou heterossomas), é diferente em homens e mulheres. Existem dois cromossomas sexuais, o cromossoma X e o cromossoma Y. As mulheres têm dois cromossomas X (XX), enquanto os homens têm um X e um Y (XY).

Os cromossomas X e Y apresentam regiões sem homologia e isso tem implicações na herança de algumas características. Os genes localizados na região do cromossoma X, que não possui homologia em Y, seguem um padrão de herança denominada herança ligada ao cromossoma X ou herança ligada ao sexo.

O daltonismo e a hemofilia são exemplos de doenças humanas ligadas ao cromossoma X. São causadas por genes situados no cromossoma X na sua região homóloga ao cromossoma Y. Assim, nos homens apenas é necessário um gene recessivo para a manifestação da doença, nas mulheres é necessária a presença de dois genes recessivos. Portanto, o daltonismo e a hemofilia são mais frequentes em homens do que em mulheres.

O sangue é vermelho porque possui na sua constituição um tipo de células abundantes, os glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos. As hemácias são células em forma de disco bicôncavo, não possuem núcleo e apresentam cor vermelha devido à presença de uma proteína, a hemoglobina, que é responsável pelo transporte de oxigénio e algum dióxido de carbono. As hemácias são as células mais abundantes do sangue e são elas que dão a cor vermelha característica do sangue.

O sangue é um tecido conjuntivo líquido, produzido na medula óssea, que flui pelas veias, artérias e capilares sanguíneos dos animais vertebrados e invertebrados. É constituído pelo plasma sanguíneo, responsável por 66% do seu volume e hemácias, leucócitos e plaquetas, responsáveis por aproximadamente 33% da sua composição.
As hemácias ou glóbulos vermelhos são células em forma de disco bicôncavo, não possuem núcleo e apresentam cor vermelha devido à presença de uma proteína, a hemoglobina, que é responsável pelo transporte de oxigénio e algum dióxido de carbono. As hemácias são as células mais abundantes do sangue.
Os leucócitos ou glóbulos brancos são células com núcleo e de maiores dimensões e têm função de defesa. As plaquetas são fragmentos celulares de pequena dimensão, sem núcleo e são responsáveis pela coagulação do sangue. O plasma é constituído por água, por sais e substâncias orgânicas e é responsável pelo transporte das células sanguíneas, nutrientes e produtos tóxicos.

O envelhecimento é um processo normal, individual e gradativo que se caracteriza por modificações fisiológicas como consequência do passar do tempo. A vida de um organismo multicelular costuma ser dividida em três fases: a fase de crescimento e desenvolvimento, a fase reprodutiva e a senescência ou envelhecimento. O envelhecimento é causado por alterações moleculares e celulares, que resultam em perdas funcionais progressivas dos órgãos e do organismo como um todo. Todo esse processo depende de fatores genéticos e ambientais, além da forma como o próprio metabolismo reage a essas agressões. Entre os tecidos mais suscetíveis ao envelhecimento, por terem menor capacidade de regeneração, estão os músculos, o cérebro e o coração.

A célula é considerada a unidade da vida. Tu e todos os seres vivos são “feitos” de células. Todas as partes do teu corpo - ossos, músculos, pele, sangue, nervos, dentes, cabelos - são constituídos por células. Estas células são tão pequenas que só se conseguem ver ao microscópio (que é um instrumento de ampliação, que permite ver estruturas impossíveis de visualizar a olho nu).

As células estão envolvidas pela membrana celular (que delimita a célula) e são preenchidas pelo citoplasma (que é uma solução que contém água e outras substâncias químicas importantes para o funcionamento celular). A maioria das células possui também, no seu interior, o núcleo (onde está armazenado o material genético). Sabias que as células podiam ter muitas formas diferentes? Mesmo que pertençam ao mesmo organismo, cada tipo de célula desempenha um papel que nenhum outro tipo de célula pode desempenhar. É por isso que as diferentes partes do teu corpo são constituídas por células também diferentes. Por exemplo, as células dos músculos podem encolher e alongar-se permitindo que o teu corpo esteja em movimento. Existe um tipo de célula no sangue (que pertence ao grupo dos glóbulos brancos) que consegue eliminar bactérias nocivas ou outros microrganismos perigosos. Outro exemplo é o das células nervosas - os neurónios, que enviam mensagens para o teu cérebro e para outras partes do corpo.

Antes de te explicarmos o que é um polímero vamos ensinar-te o que é uma molécula. Uma molécula é a partícula mais pequena de uma substância que conserva as propriedades químicas características dessa mesma substância. Os polímeros são moléculas gigantes constituídas por unidades básicas que se repetem. A molécula inicial (e que é a unidade básica de um polímero) designa-se monómero e a sua repetição 2x, 3x (....) nx dá origem a um polímero que pode ser de maior ou menor dimensão, consoante o número de monómeros que possui. Estas palavras têm origem grega: mono= sozinho, um; poli= muitos; meros= partes. No dia a dia utilizas muitos produtos feitos de polímeros tais como, garrafas de água, balões de borracha, esferovite, e mesmo a gelatina e as gomas que gostas de comer! Até o teu organismo é feito de polímeros - o ADN, por exemplo, também é considerado um polímero porque também é formado por muitas unidades repetidas.

O cérebro é a sede central de um gigantesco sistema de comunicação chamado sistema nervoso. O cérebro comanda tudo o que pensamos e tudo o que fazemos. Controla a respiração, a audição, as sensações de fome, o riso e é graças a ele que temos a capacidade de aprender coisas novas e de recordar outras que já aconteceram. O cérebro recebe mensagens de todas as partes do corpo através de células chamadas neurónios. Em seguida, e por intermédio dos neurónios, o cérebro envia as suas próprias mensagens para comandar as acções que se realizarão nas mais diversas partes do corpo. Por exemplo, supõe que uma mosca pousou no teu pescoço e te está a fazer comichão. Nesta situação, os neurónios enviam uma espécie de “sms” ao cérebro a dizer “comichão”. Este decide, então, que “te deves coçar”, envia a mensagem ao braço para que se erga, e à tua mão e aos teus dedos para que te cocem. Então, tu levantas o braço e coças o pescoço. Tudo isto acontece de forma surpreendentemente rápida, em fracções de segundo!

O teu esqueleto constitui os alicerces do teu corpo, sustenta-o e dá-lhe forma. Como os teus ossos são duros e sólidos, o teu esqueleto também protege as partes importantes do teu organismo, como por exemplo, o cérebro (que está protegido pelo crânio) ou os pulmões e o coração (que estão protegidos pelas costelas e pelo esterno). O esqueleto humano adulto tem 206 ossos! Os ossos do corpo humano têm formas e tamanhos variados. O fémur (que fica na coxa) é o maior e o mais resistente de todos os ossos, enquanto que o estribo (que fica dentro do ouvido) é o menor.

O leite, ao ferver, expande-se e sobe porque o aquecimento faz com que a água contida no leite ferva e se evapore. Esta água, ao evaporar, leva consigo as proteínas do leite que possuem baixo peso molecular e que estão na camada mais superficial do líquido acabando por transbordar.

Observa as extremidades dos teus dedos: vês os arcos e as linhas desenhadas nas pequenas saliências e depressões da tua pele? Esses “desenhos” constituem as tuas impressões digitais e podem ficar impressos na superfície lisa de qualquer objecto que toques. As tuas impressões digitais são diferentes das de qualquer outra pessoa do mundo. Elas são únicas e crescerão ao mesmo tempo que tu, conservando a mesma forma ao longo de toda a tua vida! É por este motivo que continuam a ser utilizadas como método de identificação de pessoas, sendo inclusivamente diferentes entre gémeos. É com base nos “pontos característicos” específicos de cada impressão digital que os peritos conseguem identificar uma pessoa de forma bastante precisa. A comparação entre impressões digitais é feita por sistemas computarizados chamados “AFIS” que quer dizer, sistema automatizado de identificação de impressões digitais.

Claro que não! Algumas bactérias são boas para o nosso corpo. Ajudam a manter o organismo em equilíbrio. As bactérias boas vivem nos nossos intestinos a ajudam-nos a utilizar os nutrientes dos alimentos que comemos e fazem “lixo” com o que sobra. Algumas bactérias também são usadas pelos cientistas no laboratório para produzir medicamentos e vacinas.

Com uma técnica usada no laboratório, chamada PCR, podem fazer-se muitas cópias de uma porção muito pequenina do ADN encontrado. Assim, os cientistas ficam com quantidades de ADN suficientes para analisar. E podem estudar, por exemplo, a evolução da espécie humana.

Um peixinho dourado tem 96 cromossomas e um humano tem apenas 46. E vais espantar-te, mas os fetos que tens no jardim têm 512 cromossomas! Isto quer dizer que não somos tão evoluídos como um peixinho dourado? Não, nada disso. O número de cromossomas não te diz se um organismo é mais ou menos avançado.

O ADN é como se fosse a tua impressão digital. É teu e só teu! No núcleo das células do teu corpo está o ADN com a informação necessária para que cresças e para que o teu organismo funcione. O ADN está organizado em 23 pares de cromossomas. Mas não te esqueças que todos os seres vivos têm ADN. Não é só o Homem.

 

 

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